O solo do sul da Bahia é rico em matéria orgânica e em minerais como titânio e óxido de ferro, conferindo à terra uma paleta de cores que vai do amarelo amarronzado ao vermelho vibrante. É a partir dessa matéria-prima que Eduardo Nazarian (São Paulo, 1978) vem explorando as possibilidades plásticas da terra, seja por meio de sua compactação, seja por sua diluição. Em suas frequentes estadias na região, onde hoje mantém um ateliê, o artista construiu uma relação íntima com esses materiais, que têm orientado suas investigações tanto na cerâmica quanto na pintura.
“Nazarian não busca criar imagens reconhecíveis, mas sim abrir espaço para que novas figuras possam ser imaginadas e construídas mentalmente.”
Thierry Freitas (Pinacoteca de São Paulo).